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Escolas Públicas e Privadas do Piauí estão proibidas de vender refrigerantes nas cantinas

Lei proíbe a venda de refrigerantes em escolas públicas e particulares do Piauí.

Foto-proibido-cocaA venda de refrigerantes nas escolas de educação básica públicas e privadas será proibida no Piauí. A Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira (28), projeto de lei de autoria do deputado estadual Luciano Nunes (PSDB) proibindo a venda de refrigerantes nas escolas de educação básica do Piauí. As cantinas das escolas terão que disponibilizar sucos e outras bebidas naturais, sem adição de açucares ou adoçantes artificiais.

As instituições de ensino vão estabelecer as normas e procedimentos para o cumprimento da lei consideração os riscos relacionados ao excesso de consumo de bebidas açucaradas e o aumento dos casos de sobrepeso e de obesidade na infância e adolescência. A proposta teve voto em separado favorável do deputado Aluísio Martins (PT), que tinha pedido vistas da matéria.

A Assembleia Legislativa aprovou também a concessão de subvenções sociais a entidades e instituições públicas ou privadas, sem fins lucrativos e que mantenham em funcionamento regular de escolas alternativas ao sistema de ensino tradicional.

Os deputados também aprovaram a concessão de reajuste aos profissionais do magistério público da educação básica do Estado. O reajuste é aguardado por dezenas de professores e demais servidores da Educação que estão em processo de aposentadoria.

Outubro rosa: câncer de mama atinge mulheres cada vez mais jovens

Campanha alerta para a necessidade do diagnóstico precoce da doença na luta pela cura: mamografias e autoexames devem fazer parte da rotina feminina.

Margareth Vicente ficou abalada com a descoberta da doença, mas a enfrentou com otimismo: "Fiquei careca, usava lenços lindos, sempre de batom". foto: Luís Nova/CB
Margareth Vicente ficou abalada com a descoberta da doença, mas a enfrentou com otimismo: “Fiquei careca, usava lenços lindos, sempre de batom”. foto: Luís Nova/CB

Os seios são fontes de várias simbologias em diferentes culturas. Motivo de inspiração e desejo, são também o órgão da amamentação, da feminilidade e do prazer. A mama, contudo, adoece. O câncer é o mal que mais acomete essa glândula — 28% do total de tumores —, sendo o tipo que mais provoca a morte de mulheres no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de 60 mil novos casos por ano em mulheres cada vez mais jovens. Quanto mais cedo, porém, o diagnóstico, mais chances de cura. A entidade informa que, quando descoberto no início, há 95% de probabilidade de recuperação total.

“O câncer de mama é uma patologia que, se diagnosticada precocemente, tem mais chances de ser tratada e diminui a possibilidade de tratamentos, como a quimioterapia e até a mastectomia”, explica Fernanda Salum, mastologista do Hospital Universitário de Brasília. O tratamento do câncer de mama foi uma dolorosa batalha para a coordenadora parlamentar de relações institucionais Patrícia Goulart, 52 anos, que perdeu duas irmãs para a doença. “Uma delas teve um câncer que não era compatível com o remédio, enquanto a outra apresentou sintomas muito agressivos e não teve tempo. Passei por todas as etapas, começando com o autoexame, e tenho certeza de que as medidas preventivas me fizeram estar aqui hoje”, conta.

Após quase um ano de quimioterapia e recuperação de uma mastectomia para tirar os dois seios, Patrícia finalmente se curou. Hoje, vê as cicatrizes com naturalidade e pretende tatuar flores no local da cirurgia. Nos próximos 10 anos, ela precisa de medicamentos com hormônios. “Mas agora é vida normal. Sou divorciada, saio com frequência, conheço pessoas diferentes e, sim, eu paquero. Tive vergonha, mas hoje tenho orgulho do meu novo modelo de corpo”, comenta. Os lenços que Patrícia usou enquanto estava sem cabelos foram repassados a uma amiga. Hoje, a “sacolinha da sorte” está com a sexta “dona”. “A gente passou de uma para a outra, como um símbolo de luta, mas de sorte também.”

Com o objetivo de chamar a atenção e divulgar histórias como a de Patrícia, surgiu, na década de 1990, no Estados Unidos, a campanha Outubro rosa, hoje difundida em diversos países. No Brasil, a primeira iniciativa partiu de um grupo de mulheres, em 2002, e foi marcada pela iluminação rosa do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo — em 2 de outubro, na comemoração dos 70 anos do encerramento da revolução, o monumento ficou iluminado com a cor da campanha.

Anos mais tarde, entidades relacionadas ao câncer de mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em diversas cidades. Aos poucos, o Brasil foi ganhado a simbólica cor em todas as capitais e o mês de outubro tornou-se símbolo da luta pela prevenção e tratamento. “A gente vê que, em outubro, aumenta a solicitação por mamografia. A fila cresce e a quantidade de exames, também”, diz Fernanda Salum. O Ministério da Saúde registra um crescimento de 35% na realização de exames, que passou de 3 milhões, em 2010, para 4,1 milhões em 2016. Até julho deste ano, foram realizados um total de 2,1 milhões de testes.

Bom humor

A jornalista Margareth Aparecida Vicente, 56, venceu a doença. Aos 50, quando se submeteu a exames de rotina, recebeu o diagnóstico do tumor, em fase inicial. Ela diz que, no começo, ficou abalada, mas depois resolveu encarar tudo com bom humor. “Eu tinha duas opções: ou fazia o tratamento de mal com o mundo, ou fazia o tratamento de bem com tudo, o que facilitaria muito a minha vida”, ressalta. “Fiquei careca, usava lenços lindos, sempre de batom, sempre de maquiagem, não parei de trabalhar”, afirma, sorridente. No caso de Margareth, os médicos fizeram uma cirurgia chamada quadrantectomia, em que é retirado somente o quadrante onde o tumor está localizado. Quando se pensa na doença, logo vem à mente a retirada total do seio, mas isso não é uma regra. “Se o câncer for pequeno e a mama, não tão pequena, a gente consegue retirar o tumor preservando o seio”, frisa Fernanda Salum.

Na luta pela cura, Margareth percebeu a dificuldade no acesso às informações sobre a doença e na forma como as mulheres lidavam com a situação. Foi então que criou o blog Mama Mia, para falar da experiência e divulgar conhecimento sobre a patologia. “Passa a ser uma missão. O meu blog é para ajudar as pessoas de maneira bem-humorada e descontraída. Eu fazia entrevistas com médicos, esclarecendo o que é mito e o que é realidade”, conta. A partir daí, a jornalista entrou para um grupo de mulheres que têm ou tiveram câncer. Hoje, é coordenadora da turma e já ajudou mais de 4 mil pessoas a passarem pela doença com a cabeça erguida. “Somos todas amigas que se amam, trabalhamos juntas para ajudar mais mulheres, compartilhamos informações que a gente não conversa com o médico, como dicas para cabelo, unha, pele”, relata.

Prevenção

Além da mamografia, o Outubro rosa alerta para a importância do autoexame. Segundo pesquisa do Inca, de 2016, 66,2% das descobertas da doença ocorrem pelas próprias pacientes. O coordenador-geral de Oncologia do Hospital Santa Lúcia, Fernando Maluf, ressalta a importância do autoexame, mesmo em quem tem menos de 40 anos. “A incidência em mulheres novas vem aumentando”, informa. “A mamografia anual para essas mulheres não é necessária, exceto nos casos de histórico familiar.” Segundo Maluf, uma em cada 10 mulheres tem ou vai ter o tumor. “A incidência vem crescendo entre 5% e 10% nos últimos 10 anos. A população está envelhecendo, e isso (a doença) está muito relacionada à obesidade, ao sedentarismo. Os tumores femininos talvez sejam os que mais têm apresentado crescimento”, adverte.

Os sinais do corpo

Apesar de o câncer ser uma doença, na maioria das vezes, com desenvolvimento silencioso, algumas mulheres sentem mudanças no corpo. Os sintomas incluem nódulo na mama, secreção com sangue pelo mamilo e alterações na forma ou na textura do mamilo ou da mama. O tratamento depende da fase do tumor. Pode incluir quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

“Envolve, na maioria, cirurgia e radioterapia. Em 70% dos casos, também são feitos tratamentos anti-hormonais”, explica o coordenador-geral de Oncologia do Hospital Santa Lúcia, Fernando Maluf. Esses procedimentos se tornam mais complicados conforme o estágio do tumor. “Quando está avançando e é agressivo, ou quando a mulher não faz acompanhamento, a taxa de cura cai para 50%, 40%.”

É consenso entre especialistas e mulheres curadas que a doença não deve ser encarada como um bicho de sete cabeças. Em 19 de outubro, é comemorado o Dia Internacional contra o Câncer de Mama, que, mais uma vez, lembra a todas de cuidar da própria saúde.

A descoberta do câncer após reportagem

mama

A repórter da Globo Elaine Bast viveu uma situação delicada no final do ano passado. Um dia após fazer reportagem alertando sobre a importância da mamografia para detectar o câncer de mama no estágio inicial, a jornalista recebeu o resultado do seu exame, que acusou nódulos malígnos. A matéria foi ao ar no Jornal Nacional em 12 de outubro, mas o assunto só repercutiu agora.

Elaine tem 42 anos e é mãe de dois filhos. Ela se prepara para voltar ao trabalho depois de um período afastada para o tratamento. Após cirurgia de retirada das duas mamas, Elaine resolveu relatar o que aconteceu em depoimento para a coluna Notícias da TV, além de reforçar a necessidade da prevenção da doença. “Não esperava passar por isso. Tive muita sorte em ter descoberto logo no início”, disse a repórter que já foi correspondente da Globo em Nova York.

Segundo a jornalista, uma personagem ouvida na matéria foi fundamental nesse processo. “Ela me ajudou muito, afinal já tinha passado por tudo o que eu ia passar”, comentou.

Leia o depoimento na íntegra:

“Soube em novembro que precisava retirar a mama esquerda por causa de três tumores descobertos em um check up de rotina. Não tinha nódulos aparentes, não sentia dores, enfim, nada diferente. Soube do resultado exatamente um dia após fazer uma matéria para o Jornal Nacional sobre o assunto… O VT [videotape] era sobre um estudo que falava sobre a importância dos exames preventivos para a detecção precoce do câncer de mama.

A personagem que entrevistei, de apenas 35 anos, havia terminado a quimioterapia quando a encontrei. E foi uma das pessoas que me ajudaram muito psicologicamente nesse processo.

Tenho 42 anos, dois filhos pequenos, amamentei, não há histórico na minha família de câncer de mama. Não esperava passar por isso. Tive muita sorte em ter descoberto logo no início. Apesar de todos os avanços da medicina nessa área, a palavra ‘câncer’ dá sempre muito medo. Mas aprendi que ela não é uma sentença de morte. Retirei toda a mama esquerda e decidi também retirar a direita preventivamente. Não consigo deixar de pensar que realmente tive muita sorte. Não só por ter descoberto no início mas porque pude fazer a reconstrução das mamas na mesma cirurgia. Não precisei ver meu corpo mutilado.

Tive apoio muito importante da minha família, dos meus amigos, dos meus colegas de trabalho. Eles ajudaram a cuidar da minha alma. E os médicos, a cuidar da minha saúde. Difícil ler notícias sobre mulheres que morrem porque tiveram diagnóstico tardio desse câncer. Seja porque de tão atarefadas se esquecem delas mesmas e deixam de fazer os exames de rotina, seja porque não conseguem agendar consulta ginecológica no sistema público e realizar os exames. Uma doença que tem chance altíssima de cura se for tratada do início. Graças ao diagnóstico precoce, o câncer não parou a minha vida. Eu continuo a minha história. Depois da cirurgia e do tratamento, volto ao trabalho em meados deste mês.”

Vacina contra a dengue é aprovada!

Medicamento é indicado para pessoas com idade entre 9 e 45 anos e protege contra os quatro tipos do vírus da dengue.

dengueSaiu nesta segunda-feira (28) a aprovação do registro da primeira vacina contra a dengue no Brasil: a Dengvaxia, da francesa Sanofi Pasteur. Embora liberada para comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda falta a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos definir o valor de cada dose, processo que dura em média três meses, mas não tem prazo máximo.

Inicialmente, o medicamento será disponibilizado para a rede particular de laboratórios. Definido o preço, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS vai avaliar se vale a pena incorporar o produto ao sistema público de imunizações. O governo vai avaliar custo, efetividade e impactos epidemiológico e orçamentário da incoporação da vacina ao Sistema Único de Saúde.

A vacina é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos e protege contra os quatro tipos do vírus da dengue. A promessa do fabricante é de proteção de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de 66% contra todos os tipos do vírus. O medicamento deve começar a ser vendido no País no primeiro semestre de 2016 e a capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano.

O imunizante deve ser aplicado em três doses, com intervalos de seis meses. Porém, de acordo com a diretora médica da Sanofi, Sheila Homsani, a partir da primeira dose o produto protege quase 70% das pessoas. “A vacina tem eficácia a partir da primeira dose, protegendo em torno de 70% dos imunizados. A necessidade das outras doses vem porque a proteção vai caindo com o tempo, não se mantém sem as outras duas. A proteção só se mantém por muitos anos quando se tomam as três doses”, explicou Sheila.

No começo deste mês, o México foi o primeiro país a registrar a vacina contra a dengue da Sanofi, por enquanto, a única registrada no mundo. Em seguida o produto teve liberação nas Filipinas. O Brasil é o terceiro país a ter o registro do imunizante. O desenvolvimento clínico do produto envolveu mais de 20 estudos, e mais de 40 mil participantes, entre crianças, adolescentes e adultos, em 15 países.

Dados do Ministério da Saúde mostram que até a primeira semana de dezembro, 839 pessoas morreram em decorrência da dengue, um aumento de 80% em relação a 2014.

Zika vírus pode ser transmitido por relação sexual

Suspeita-se ainda de contágio por via sanguínea, como em transfusões de sangue e transplante de órgãos.

A forma de contágio do zika vírus pode não acontecer somente pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e chikungunya, mas ainzika1da por meio de relação sexual ou aleitamento. Suspeita-se ainda de contágio por via sanguínea, como em transfusões de sangue e transplante de órgãos. As possibilidades estão sendo investigadas pelo Ministério da Saúde.

O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, confirmou a investigação, mas informou que as suspeitas ainda não foram atestadas. “Todas as informações que temos sobre o zika vírus são recentes. A forma de transmissão que conhecemos é pelo mosquito”, disse.

Outros tipos de contágio são descritos de forma isolada na literatura médica, de acordo com Maierovitch. “Transmissões por meio de relação sexual e por aleitamento são citadas em casos isolados, mas ainda estamos investigando”, pontuou.

Um estudo publicado este ano na revista científica internacional Emerging Infectious Diseases revelou que o zika vírus foi isolado, em 2013, no sêmen de um paciente do Taiti, ilha da Polinésia Francesa, que passou por uma epidemia de zika em 2013.

O vírus foi isolado depois de o paciente ter procurado tratamento para a presença de sangue no esperma, que aconteceu duas semanas após ele ter apresentado sintomas caracteísticos de zika, como dor de cabeça, febre baixa e dores nas articulações.

A primeira morte comprovadamente causada pelo vírus foi a de um homem, do Maranhão, com lúpus que fazia uso de medicamentos corticoides. O segundo caso foi o de uma menina de 16 anos, do município de Benevides, no Pará, que morreu em outubro. Ela apresentou dor de cabeça, náuseas e petéquias (pontos vermelhos na pele e mucosas).

Antes de ser apontado como causador da microcefalia e de graves problemas neurológicos como a síndrome de Guillain-Barré, que pode deixar o paciente paralisado e até levar à morte, o zika era considerado uma versão mais branda da dengue, por causa dos sintomas iniciais que geralmente desaparecem em até sete dias. Agora, o vírus identificado pela primeira vez na floresta de Zica, na África, tornou-se a principal preocupação relativa ao combate ao Aedes.

Microcefalia e Zika Vírus: Tire Suas Dúvidas

Microcefalia: especialista tira dúvidas sobre relação da doença com o zika vírus

O médico infectologista Edimilson Migowski esteve no É de Casa, dia 21, para explicar o que é amédico
microcefalia e o que a doença tem a ver com os casos de zika vírus espalhados por todo o Brasil. A doença tem gerado tanto debate que selecionamos algumas dúvidas dos internautas para que o infectologista esclarecesse questões sobre o assunto.

Confira as respostas do especialista e descubra mais informações:

Rafaela Lara: “É possível dar normal no ultrassom do segundo trimestre e, depois, ser identificada a microcefalia?”
“É preciso lembrar que a microcefalia tem relação com tempo de gestação e idade da criança. Aos três meses de gestação, o perímetro cefálico é diferente do de seis meses e de nove meses. Naturalmente, o perímetro cefálico, ou seja, o crânio, se desenvolve e vai aumentando. Por exemplo, se o problema ocorrer no quarto mês de gestação e a gestante fizer um ultrassom nesse período, o exame pode dar normal. Mas pode acontecer um comprometimento do desenvolvimento do sistema nervoso central a desse momento. Ao repetir o exame no oitavo mês, aí sim, será possível identificar o problema: o crescimento do perímetro cefálico fora do esperado para o desenvolvimento do bebê. Portanto, é possível que o ultrassom dê normal no segundo trimestre e, num exame realizado mais adiante, ser identificada a microcefalia. A diferença é que a microcefalia não será tão expressiva e impactante quanto a que já se instalou desde o primeiro trimestre de gestação.”

Mário Victor: “A microcefalia pode ser descoberta durante a gravidez através da ecografia ou somente após o nascimento?”
“A microcefalia pode ser descoberta durante a gravidez. Já a causa da doença acaba sendo mais fácil de descobrir após o nascimento do bebê. Geralmente, ela só é descoberta depois. Às vezes, nem é possível identificar como a doença foi contraída.”

Patricia Esquitni: “Estou grávida de nove semanas e moro em São Paulo. Gostaria de saber se corro algum risco de passar microcefalia para o meu bebê.”
“Na verdade, a mãe não passa a microcefalia para o bebê. A mãe pode passar o zika vírus, assim como se passa o vírus da rubéola, etc. Se esse vírus atacar a criança, isso pode impedir o perfeito desenvolvimento do sistema nervoso central dela, causando a microcefalia. Se você está com nove semanas de gestação, ainda está numa fase crítica. É muito importante que você evite contato com mosquitos, principalmente com o Aedes Aegypt. Quanto mais avançada está a gestação, menor é a probabilidade de um bebê ter problemas de desenvolvimento, como a microcefalia.”

Ana Paula Coura: “Em zika1outros países há correlação entre o zika vírus e a microcefalia?”
“Não, a literatura a sobre isso é bem escassa. Existe relação do zika vírus com alguns problemas neurológicos, mas não com a microcefalia. São relatos recentes. Não se sabe se o vírus se modificou e está causando esse problema no Brasil, um zika vírus mutante, já que ele é um vírus RNA e eles têm maior facilidade de sofrer mutação ou se o zika vírus andou circulando em regiões de forma muito expressiva, sendo pouco provável que adultos estejam ainda suscetíveis a esse vírus. Por exemplo, se a mulher já teve o zika vírus quando criança, ela não terá novamente. É parecido com o que acontece com a rubéola: se você já teve a doença, não terá novamente, o que acaba com as chances de existir uma rubéola congênita. Não se sabe se esse tipo de problema é porque a notificação não é tão boa nos países africanos, se houve a mutação do vírus ou ainda se é o mesmo vírus que circula lá e atingiu basicamente crianças. Como não engravidam, é pouco provável que tenha problemas desse tipo em uma população adulta já protegida. A tendência é essa: assim que o zika vírus se tornar uma questão nacional, um problema endêmico, vai afetar somente crianças, aí a microcefalia vai deixar de ser algo detectado porque, uma vez infectadas na infância, não vão adoecer novamente na vida adulta.”

Fa Choeri: “Não precisamos urgente de uma vacina para combater essas doenças (microcefalia, dengue, etc)?”
“A vacina para a dengue é algo para acontecer num futuro muito próximo, provavelmente para o primeiro semestre de 2016. Para o zika vírus ainda não existe. O zika vírus era tido como uma doença extremamente benigna. Esse comportamento de causar microcefalia é que atribui um poder de morbidade maior, uma doença mais impactante. Acredito que a partir de agora vai ser alvo de pesquisas para se desenvolver uma vacina segura e eficaz. Porém, em menos de cinco anos, é difícil que exista uma vacina para a doença por conta do tempo mínimo do desenvolvimento de vacinas.”

Dani Oliver: “O que me deixa muito receosa é a falta de informações precisas. Estou grávida de nove semanas e tenho usado repelente. Precisamos cada vez mais que os veículos de informação abordem o assunto de forma séria e esclarecedora.”
“Com nove semanas de gestação, o uso de repelente é interessante. É importante utilizá-lo de forma comedida, já que as pessoas não têm dados de segurança desse produto. O ideal é utilizar o produto que o seu obstetra lhe indicar. É fundamental combater todo e qualquer criadouro do mosquito. É bom lembrar que 90% dos criadouros do Aedes Aegypt se encontram nas casas das pessoas. Se todos fizerem a sua parte, a tendência é diminuir a população do mosquito e minimizar o risco de adoecer pelas doenças transmitidas por ele.”

Luiza: “Minha filha tem três anos e seis meses, mas quando nasceu a medida do perímetro cefálico foi 33cm. Ela nasceu bem pequena, com 2,470kg e 43 cm, e normal conforme exames pós-nascimento. A microcefalia pode ser identificada durante a gestação?”

“O problema pode ser detectado durante a gestação. Um ultrassom morfológico dá informações precisas sobre isso e o acompanhamento da criança também. Às vezes, uma criança que nasceu prematura e com baixo peso, tem o perímetro cefálico pode ser um pouco menor, mas não quer dizer que isso seja um problema. O perímetro cefálico médio normal é 33 cm. É importante que o pediatra, nas consultas de puericultura, meça o perímetro cefálico e o compare em gráficos para comprovar que o ganho está dentro do esperado. Um perímetro cefálico muito acima ou muito abaixo do normal pode traduzir enfermidade. O ideal é que você consulte sempre o seu pediatra para acompanhar a saúde da criança.”

zika

Até peixe pode causar Câncer

Peixes e carnes tostadas também podem causar câncer assim como as processadas; veja o que acontece e como ajudar seu organismo a se defender desses “ataques”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta semana um comunicado que diz que consumir mais que 50 gramas de carne processada por dia aumenta em 18% o risco de desenvolver câncer colorretal. Essa informação é sabida desde 2010, quando houve consenso entre pesquisadores que a carne processada aumenta o risco de desenvolver câncer.

Evitando o Câncer

A notícia, porém, causou comoção e muitas pessoas temem comer qualquer tipo de carne – mesmo as não-processadas – por medo de todas elas causarem câncer. Mas não é bem assim: quem gosta ainda pode comer aquele bife acebolado ou a carne de panela sem peso na consciência. Mas é preciso alguns cuidados.

Carnes processadas

Nas carnes processadas, os agentes cancerígenos estão nos nitritos e nitratos, aditivos químicos que são tóxicos ao corpo e, em quantidade alta, têm capacidade de alterar o DNA das células e fazer com que elas se repliquem desordenadamente, causando câncer.

O nutrólogo Roberto Navarro diz que, se a recomendação que a OMS só divulgou agora fosse seguida à risca, todos parariam de comer qualquer tipo de carne processada.

Até peixe pode causar câncer

Roberto Navarro explica que as outras carnes, a vermelha, de frango ou de peixe sofrem outro alerta. Para que elas não se tornem cancerígenas, é preciso que passem por um cozimento brando. “Quando são tostadas e formam aquele ‘pretinho’, a nitrosamina, um composto cancerígeno, é liberada”, alerta ele.

Tostou? Liberou nitrosamina, que é cancerígena

Isso vale para bifes muito grelhados, churrascos ou qualquer outro tipo de preparo que toste as carnes. Tostou? Liberou nitrosamina, que é cancerígena. A recomendação é que as carnes sejam preparadas por meio de cozimento brando, e não tostadas, assim a nitrosamina não é liberada.

No caso da carne vermelha, Navarro explica que há outra recomendação que diz para não consumir mais do que 400 gramas por semana.

“As carnes são cancerígenas quando são tostadas e, sobre ela, forma aquele ‘pretinho’, que é a nitrosamina, um composto cancerígeno”

A nitrosamina é chamada, assim como os nitritos e nitratos, de agentes promotores da mutação do DNA. Maléfica, ela é capaz de entrar do DNA e destruir sua estrutura. As células mais velhas, então, morrem e passam o código genético para as mais novas. Por causa da ação da nitrosamina, esse código passado é alterado. Essas novas células, então, se replicam diferentemente da célula-mãe, formando tumores.

“As carnes são cancerígenas quando são tostadas e, sobre ela, forma aquele ‘pretinho’, que é a nitrosamina, um composto cancerígeno”

Alimentação que protege contra câncer

Quando os médicos falam da importância de manter uma boa alimentação para preservar a saúde, o assunto não é brincadeira. O corpo tem mecanismos de defesa que, quando o DNA é mutado por causa desses compostos cancerígenos, “obrigam” o DNA a voltar ao seu estado original. O combustível para esse “exército de defesa” está na alimentação.

Antioxidantes

Os compostos cancerígenos favorecem a oxidação das células e liberam radicais livres, que atacam o DNA. Por sua vez, se a alimentação for rica em compostos antioxidantes, essas substâncias atacam os agentes agressores e o corpo consegue se defender com mais eficácia.

Ministério da Saúde lança bolsa para residente em medicina da família

Os médicos que ingressarem na residência em Medicina Geral de Família e Comunidade, entre 2016 e 2018, poderão participar de curso de especialização em preceptoria, que é uma forma de supervisão, por meio de tutores. A capacitação será ministrada de forma simultânea à residência em medicina da família, garantindo a formação de tutores dentro do contexto de expansão das vagas de residência previsto pelo Programa Mais Médicos.

Os médicos que realizarem o curso receberão bolsa mensal no valor de R$ 2.500, custeada pelo Ministério da Saúde – além da que já fazem jus como residentes – e, ao final, estarão capacitados para exercerem a supervisão. O preceptor é um indivíduo responsável, na área médica, por conduzir e supervisionar, por meio de orientação e acompanhamento, o desenvolvimento dos médicos residentes nas especialidades de um hospital.

A expectativa do governo federal é formar mais 10 mil preceptores até 2018, chegando a 14,2 mil profissionais. Com essa ação, será garantido, no mínimo, um tutor para cada três residentes, que é um dos requisitos exigidos para abrir novas vagas de especialização.

O secretário de Gestão do doutoresTrabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Hêider Pinto, enfatiza a importância da ação para a formação de especialistas. “O Programa Mais Médicos vai abrir, até 2018, 12,4 mil vagas de residência médica, e Medicina Geral de Família e Comunidade é a maior. Para garantirmos essa expansão, precisamos formar médicos preceptores, pois não existe residência sem preceptoria. O curso vai dar um grande impulso nesse sentido”, explica.

O curso tem duração de dois anos, e será ministrado semipresencialmente por instituições de ensino de referência. Uma das atividades previstas para os alunos residentes é o acompanhamento dos estudantes de graduação que estejam realizando internato (atividades práticas do curso de medicina) nas unidades básicas de saúde onde aqueles estejam cursando a residência.

O rendimento acadêmico dos participantes da especialização em preceptoria será acompanhado pelas instituições responsáveis pelo curso, que enviarão relatórios mensais ao Ministério da Saúde a respeito do exercício das atividades e do desempenho de cada aluno.

O Plano Nacional de Formação de Preceptores para MGFC também abrange os médicos que já são tutores em residências na área e vai ofertar atividades de aperfeiçoamento a esses profissionais.

Residência – A universalização da residência médica faz parte das ações do Mais Médicos que, estabeleceu até 2018, uma vaga de residência para cada médico formado. Desde 2013, já foram autorizadas 4.742 vagas dentre as 12,4 mil previstas para formação de especialistas. Com a criação de mais três mil bolsas de residência médica no País anunciadas no início de agosto, sendo duas mil financiadas pelo Ministério da Saúde e mil pelo Ministério da Educação, a quantidade de vagas chegará a 7.472 (62% da meta).

As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão prioridade nas novas bolsas, para corrigir o déficit histórico de profissionais nessas regiões. Das novas vagas, 75% são para ampliar a formação de médicos especialistas em Medicina Geral de Família e Comunidade. A ampliação das oportunidades para formação de médicos de família também cumpre a legislação do programa, que transformou a especialização nessa área em pré-requisito para a formação em outras especialidades.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

Dia Do Fisioterapeuta Na Praça Mandu Ladino

O Dia do Fisioterapeuta foi comemorado com muita alegria na Praça Mandu Ladino, a organizadora do evento, Daniela Veras, reuniu os principais profissionais na área, junto com alunos da faculdade Mauricio de Nassau e UFPI, e conseguiram passar para o público presente, a importância da fisioterapia na vida de quaisquer ser humano, existe várias maneiras de você cuidar da saúde, foi uma tarde de muito aprendizado para as pessoas que marcou presença, todos poderão fazer exercícios, aprender a cuidar do seu corpo, como postura da coluna, como fazer exercícios práticos que fazem bem para saúde, como cuidar da saúde em caso de lesão por prática de esporte, como se alongar de forma correta, antes da pratica de quaisquer esporte.

O evento teve apresentações de dança do ventre, músicas tocadas por violino, banda de pagode e uma das atrações mais esperadas, , é a dança “Zumba”, onde a CIA Luis Filho, foi responsável, o coreografo Daniel Moura e Luis Filho, agitaram centenas de pessoas, que juntos fizeram a festa.P1110706

Um dia especial, pois a fisioterapia precisa ser inclusa em nossas vidas de forma consistente, lesões, pancadas, dores, pontadas, isso pode ser curado de forma profissional com uma boa sessão de fisioterapia.

 

II Conferência Regional dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Parnaíba recebeu a II Conferência Regional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que este ano traz o tema “O desafio da implementação das Políticas das Pessoas com Deficiência: transversalidade como radicalidade dos direitos humanos”. O evento contou com caravanas de diferentes municípios da região, presentes no auditório do Instituto de Ensino Superior do Vale do Parnaíba (IESVAP).

O evento ocorreu nesta última sexta-feira durante todo o dia 02/10, mas teve prosseguimento com vasta programação com diversas caravanas.

Na oportunidade, pessoas de Luis Correia, Cajueiro da Praia, e de outras cidades participaram de palestras e apresentações culturais.

O evento teve por finalidade propor diretrizes de políticas públicas para inclusão das pessoas com deficiência, com participação do poder público e sociedade civil, além de eleger os delegados da região para representar seus municípios na IV Conferência Estadual.

O Prefeito Florentino Neto agradeceu aos técnicos e técnicas que trabalham na assistência social do município, pelo serviço prestado, em especial aos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), que atendem o público o Projeto Superando Limitações, com atividades voltadas para pessoas com deficiências, proporcionando acesso a direitas e a inclusão social.IMG_2031

Na mesa de honra, outras autoridades estiveram presentes, como vereadores, presidentes de entidades, Dep. Hélio, a Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a Consultora da SDH-Prdo Piauí e Maranhão, Kátia Espindola, Fláviana Veras res

O auditório permaneceu repleto de pessoas portadoras de várias deficiências até o final do evento.